Mesmo atravessando um momento onde a responsabilidade tem forçosamente que prevalecer à falta de obrigações, não tenho sido tão noctívago quanto esperaria. Obrigações daquelas que surgem por não termos total controlo sobre os nossos afazeres ou simplesmente as que estão lá sempre porque não vivemos do ar e existem coisas que ninguém faz por nós. Tal poderá advir do facto de passar alguns dias de seca a todos os níveis e querer que o amanhã chegue o mais rapidamente possível e se possível, que traga algo de novo. Estará também certamente relacionado com o facto de nesta casa ser considerado pecado acordar depois de certa hora e o meu metabolismo já estar habituado a essa realidade, ou até por descargo de consciência, para durante a manhã enviar um ou dois CV's.
No entanto, domingo último, com os Óscares da Academia e o NBA All-Star Game, expoentes máximos do poder Americano no que ao entretenimento diz respeito, foi impossível ir para a cama antes das 5h da manhã.
Comecei por assistir intermitentemente à Red Carpet dos Óscares arrastado pelo acérrimo entusiasmo da minha timeline do twitter não por apreciar moda, mas para perceber quantos rostos conhecia e apanhar qualquer rasgo fora do cliché. A verdade é que o momento mais insólito escapou-me, protagonizado pelo inevitável Sacha Baron Cohen, momento que apesar de tudo ficou-se pelo insólito.
Imediatamente a seguir era hora de começar o espectáculo circense da NBA. Teve início com um mini concerto da extravagante Nicki Minaj que em 15 minutos apareceu com 3 cores de cabelo distintas, e com o meu jogador de eleição, Dwight Howard, a ser o anfitrião (único jogador dos Orlando Magic no elenco, com o evento a realizar-se em Orlando) de uma noite que se esperava de arromba. Quando o jogo propriamente dito começou já os Óscares estavam também a começar, portanto fui alternando. Mas o jogo esteve sempre a pender para o lado do Oeste, durante mais de meio o jogo, e escusei-me a ver o final, julgando estar decidido. Para minha surpresa, houve uma tremenda recuperação final e Este quase triunfou! Outro momento perdido.
Surpreendentemente aguentei até ao The Artist ser galardoado com Óscar de melhor filme sem qualquer vestígio de sono e fiquei aliviado pelo Transformers ou pelo Tree of Life não ter arrecadado nenhum prémio. No entanto, foi extremamente previsível em quase tudo, com Hugo a dominar categorias mais técnicas, e com Meryl Streep a receber o terceiro entre 17 nomeações para melhor actriz. Deu para ficar triste pela Rooney Mara. Quanto ao Óscar de melhor actor, Jean Dujardin beneficiou do facto do seu filme ser o melhor e por vezes há dificuldade em dissociar o global do individual. Para mim, George Clooney em "Os Descendentes" esteve brilhante e conseguiu levar um filme com uma história aparentemente banal ao topo.
Criticas aparte, it was a hell of a night!
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