segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

país a prazo

Cada vez mais me convenço que o renascimento Português não passa de uma miragem. Que futuro pode um jovem esperar por estes dias, tanto a curto como a longo prazo? A não ser que seja um crónico herdeiro de uma qualquer cadeira de ouro, obviamente. Ou a um estudante de topo, que para além das suas capacidades intrínsecas, sabe o que quer e faz por isso. Tive a possibilidade de conviver com uns quantos deste último grupo restrito e sei dos caminhos que estão a seguir, o que me faz não ser idiota ao ponto de afirmar que as dificuldades são para todos.
É certo e sabido que a Licenciatura já não vale o que valia, mas o Mestrado não é garantia de reconhecimento.
O inegável é que não nos podemos conformar, mas não é fácil. Quem disse que a vida era difícil tinha razão. Atinge-nos a partir dos mais variados contextos e o grande desafio não é lutar pelo que queremos, é continuar a arranjar um pedacinho que seja de vontade para lutar e acreditar. Mas a vontade, ou falta dela, é a desculpa dos fracos, upssssssssss.
Como se isso não bastasse, o iminente colapso financeiro da Segurança Social é um problema de ontem. Anda uma pessoa a descontar durante a vida activa, se conseguir, e quando olha para lá do horizonte não tem garantias. Se não há dinheiro para atribuir subsídios a pessoas em situação de grave carência, há dinheiro para quê?

sábado, 28 de janeiro de 2012

Gates rima com donates


É inevitável e tão pouco irresistível efectuar uma comparação entre Bill Gates e Steve Jobs, expoentes máximos da era tecnológica que atravessamos. É ingrato focar apenas duas pessoas relativamente a uma realidade tão abrangente e desenvolvida como a globalização em si, dado que a correlação entre ambas é gigantesca, mas o contributo e a fama destes senhores é consensual e juntá-los também, pelas diversas discussões públicas que tiveram (onde Jobs aparentava ter qualquer repúdio infundado).
Bill Gates já foi criticado em nome da estratégia da Microsoft, da sua política de gastos ou mesmo por ser também um filantropista. Não vou dizer que o facto de Bill Gates ser um filantropo por si só me derrete o coração, muitos com o seu império fariam o mesmo, no entanto quando me confronto com certos factos (a serem verdade) noto que não é uma contribuição qualquer. A Gates Foundation angariou 26 biliões desde 1994 e tem como objectivo dispor de 95% da riqueza de Bill Gates. Reafirmo que sou céptico em relação a estes dados que podem muito bem advir de uma imprensa favorável ao magnata, mas nem que os valores ascendam a metade, já acho admirável. O avultado montante é dispendido sobretudo em educação nos Estados Unidos e em países do terceiro mundo.
A questão é que Jobs tem tido, em Portugal e não só, uma visibilidade desmedida (neste país morrer é bom para a popularidade, mas já anteriormente esta tendência era bem clara), quando a meu ver, Gates já fez muito mais pela Humanidade. Foi ele o pioneiro da informática e do mundo geração tecnológica, manteve sempre a Microsoft no topo das preferências e ajuda quem mais precisa, ao passo que Jobs criou uma marca de referência e que tornou a vida de quem possui os seus produtos, mais simples. No entanto, é uma plataforma fechada que não permite contacto com exterior e aproveita-se também de cidades chinesas pré fabricadas que vivem para produzir mais de metade da totalidade dos iPads produzidos. Jobs não deixa de ser uma mente brilhante.
Mas um tornou a vida mais simples, outro tornou a vida mais simples e melhor.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

o h3 um dia chegará ao Chinês

Ponto prévio: Por mais idênticas que possam parecer, as semelhanças entre esta publicação elogiosa a uma marca e o que pode ser visto como publicidade à mesma, são mera coincidência ou apenas entusiasmo por assistir a um projecto tão certeiro no nosso País.

Há coisa de 4 anos, quando fui pela primeira levado a comer com os meus amigos da Faculdade num h3 nas Amoreiras, achei aquele naco de carne e arroz thai sublimes. Até me lembro de nessa altura, depois de experimentar, chatear a minha mãe no sentido de a fazer comprar arroz thai para cozinhar em casa. Desde então, foi seguramente o restaurante que mais vezes frequentei em grandes superfícies, pelo menos.
O conceito é de louvar, uma pessoa quando come um daqueles menus não sente que está a comer fast food mas simultaneamente é tão mas tão delicioso e a imagem não fica nada atrás, sendo objecto de grande preocupação. É de salientar que mesmo sendo uma presença recente nas nossas vidas, já alguns espaços foram alterados ou remodelados, apresentando sempre como denominador comum o sentido prático e um atendimento com bastante frescura.

Todo este sucesso não é seguramente obra do acaso. A originalidade dos seus mentores está, e bem, entranhada na h3. É com originalidade que muitas vezes se ultrapassam obstáculos com a maior das distinções. Não é que apostaram num mecanismo que contorna o aumento do IVA? O IVA aumentou de 13% para 23%. Para abater o aumento de 10%, lançou o cartão "Tuga resiste" que oferece o décimo menu, equivalendo a um desconto de 10%.

Um último detalhe que me faz ser um adepto do h3: Tem orgulho em ser Português, os fornecedores são maioritariamente Tugas e essa filosofia está bem vincada quando após procederem a uma expansão além fronteiras mantiveram o menu Tuga e não criaram nenhum com uma designação local de modo a atrair freguesia.

Assim, um dia chegam à China.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Van Howard

Duas das equipas pelas quais nutro uma valente estima de longa data estão em curva descendente, e ambas notoriamente dependentes de apenas um elemento, símbolo dos clubes. São eles Van Persie e Dwight Howard de Arsenal e Orlando Magic.
Salvaguardando as diferenças, desportos distintos e bla bla bla, as semelhanças são por demais evidentes e preocupam-me bastante visto que pode muito bem culminar no término (definitivo) de um ciclo a ser lembrado com grande nostalgia.

Falando verdade, o Arsenal já nem vem lutando por títulos de alguns anos a esta parte, embora, miraculosamente, consiga sempre criar uma falsa ilusão, por mais efémera que seja, de que a equipa segue no rumo certo. Esta travessia do deserto não pode mais ser atenuada pelo cliché da juventude da equipa. São necessários jogadores de qualidade indiscutível, sejam putos ou veteranos, brancos ou pretos, chineses ou marroquinos, e não eternas promessas que são capazes de atravessar jogos inteiros sem dar um ar da sua graça, como Walcott. Mas o problema é bem maior. A enormidade de jogadores relativamente bem cotados que chegaram ao clube cujo rendimento é confrangedor diz tudo: o que Chamakh mostrou é digno de um ponta de lança da liga orangina, Benayoun, já preterido de Liverpool ou Chelsea foi comprado numa loja de conveniência, o Rosicky e o Arshavin que mereceram um grande investimento parecem já não estar entre nós, e bem, por uma questão de educação não vou caricaturar Squillaci. E não é tudo! Um novo departamento médico também daria jeito, não vou enumerar os jogadores lesionados porque não ficaria bonito encher linhas com nomes de jogadores.
Tudo isto para dizer que respeito a decisão do Van Persie caso ele decida não renovar, pois para manter jogadores deste calibre há que existir uma estrutura feita para ganhar que não existe, uma vez que a sua ambição e o seu desempenho estão claramente acima dos do clube, tornando legitima esta opção, não podendo ser vista como um "abandonar do barco".
A meu ver é inexplicável a performance actual da equipa. Se há alguma coisa que Arsene Wenger tem, é experiência, e se há alguma coisa que ao Arsenal não falta, é dinheiro.
Aproveitando que estou com a mão na massa, tenho uma pena tremenda que a constelação dos primórdios do século não tenha ganho aquela final da Champions e que nem Henry nem Bergkamp tenham sido coroados com o título de melhor jogador do mundo. Talvez com esses impulsos teríamos hoje um outro Arsenal!

Por sua vez, a trajectória de Orlando tem sido mais suave. Num universo diferente, na NBA só se luta por uma competição, não sendo choque nenhum que a equipa nunca tenha levado os anéis para casa.
Há 3 anos, quando a equipa chegou à final das finais, Howard já era preponderante, embora não o que é hoje. Hoje em dia pode-se dizer ser unânime que Howard é o melhor poste da liga, com uma média de ressaltos a rondar os 20 e mais eficaz a nível de pontuação, e tem tido à sua volta jogadores intermitentes mas ainda assim dotados que continuam a permitir que Orlando se apure para os playoffs sem grandes percalços. Pode-se dizer que a equipa desta época prima pela juventude à excepção de Turkoglu que emana sabedoria e insiste em aparecer nos momentos decisivos quando Orlando mais precisa. A troca de Brandon Bass por Glenn Davis pode ter sido benéfica pelo menos a curto prazo, Bass ainda é um diamante em bruto, Jameer Nelson e J.J. Reddick até ver têm-se portado lindamente e Ryan Anderson finalmente afirma-se como um pontuador nato. Se a estes juntarmos um Jason Richardson em bom plano, é legitimo esperar muitas vitórias destes rapazes.
Mas Howard quer mais, e com os dream teams que actualmente dominam a liga, não chega para acalentar esperanças de algo mais. E como se isto não bastasse, os rumores de uma ida de Howard para os Lakers em troca por Bynum persistem. É obvio que os Lakers são uma equipa mítica e que luta sempre pelo anel, sendo este argumento mais que suficiente para também Howard se querer mudar. Bynum é também ele um excelente poste que esta época tem mostrado merecer a oportunidade, no entanto é preciso ter em conta que os seus problemas de peso podem sempre resultar em lesões graves, não dando as garantias de Howard.

Se o Arsenal apresenta mais problemas que Orlando, é também verdade que o peso de Van Persie, embora monstruoso, é inferior a Howard, o que não deixa de ser uma comparação injusto, fruto da disparidade entre os desportos. Se Howard sair, Orlando vai perder mais jogos do que ganha, não vai a play off. O Arsenal, perdendo Van Persie, terá que ter a humildade (tardia) para reorganizar a sua estrutura e prioridades.


domingo, 15 de janeiro de 2012

Lisboa, minha Lisboa

Por vezes, só por vezes, aterro acidentalmente em páginas que promovem actividades turísticas em Lisboa. Acabou de acontecer. E sendo eu um apaixonado pela minha cidade, constato com alguma consternação que há must's, fragmentos essenciais do corpo da menina e moça que ainda não tive o prazer de descobrir.
A última incursão cultural que fiz foi à Feira da Ladra e a próxima, que me suscitou particular interesse, será completar o percurso do eléctrico 28, que vai do Martim Moniz aos Prazeres, visitando pelo meio a Graça, a Sé, a Bica ou a Estrela. Como eu me considero um tipo objectivo e me socorro sempre que possível de factos, e fundamental salientar que o eléctrico 28 está entre as 1000 experiências de viagem mais importantes do mundo, segundo o Rough Guide to the World.
Tenho que convidar alguém amigo para testemunhar a solenidade do momento, aproveitar para capturar umas quantas preciosidades pelo caminho ao mesmo tempo que me reconcilio com a máquina que tem razões para se sentir desprezada ultimamente.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

macro crises

Confesso que colocar a palavra "crises" num título do quer que seja, e nos dias que correm, não entra no lote das minhas ideias mais criativas. Porém, é incontornável a sua intimidade com a minha área de jurisdição, que por sua vez é o core do tópico que pretendo abordar superficialmente. Só um aparte: Já vos disso que sou Licenciado em Economia pela NOVA? Acho que deviam estar a par do sentido de realização que este canudo constitui. E uma mescla de arrogância, vá, resultado de uma daquelas lavagens cerebrais que qualquer pessoa gosta de receber.
Há coisa de horas atrás, numa rede social, encontrei dois professores assistentes de práticas, que provavelmente vão agora a caminho de um Doutoramento numa Universidade estrangeira de renome, a abordar um tema que achei interessante, e com links há mistura (assim sim!).
 Não vou entrar nos meandros de uma discussão que originou uma rivalidade entre Economistas do mais alto gabarito por duas razões:
1ª - Sem ofensa, não seria de todo expectável que alguém de outra área compreendesse e longe de mim querer segmentar os meus leitores, que também não tem qualquer lógica.
2ª - (Até) para mim seria um desafio muito exigente explicar-vos o que acalenta esta discussão.

No entanto, o que se passa é que um conceituado Professor de Oxford criticou categoricamente num blog um sem número de "mestres" da área , afirmando que, inclusive detentores de Prémios Nobel, têm cometido erros elementares publicamente, embaraçando qualquer aluno de Economia. 
Para quem não sabe, a Economia pode ser dividida em dois grupos: Macro (perspectiva de um País) e Micro (perspectiva de uma Empresa). Neste caso, tratam-se de estudiosos Macro, e alegadamente por serem erros colossais, Macro it is.

Vou aproveitar uma passagem do senhor Wren-Lewis:
   I prefer to just note that if any undergraduate or graduate student in the UK wrote this in an exam, they would lose marks. The more interesting question for me is why the errors were made. Of course everyone is human, including the best economists. (And if they were not among the very best economists, I would not be talking about these errors in a blog.) You get to be a brilliant economist or physicist by having great ideas, not by never making mistakes. But I think it is still the case that we cannot imagine members of a physics department making such errors. What is different about macro?
 Microeconomia é uma ciência minimamente táctil, que dá para gerir diariamente, mas o mesmo não se sucede com a Macro, que é de certa forma uma espécie de alquimia que engloba as preferências e reações de milhões de pessoas, os conflitos de interesse que surgem a cada segundo e que estão permanentemente corrompidos por classes poderosas que não abdicam dos seus louros em nome do quer que seja. Claro que há Keynesianos e Neo Liberais, há teorias distintas, mil e uma variáveis que fazem parte do jogo, no fundo o que eu tive o prazer de estudar 4 anos ensinados por quem sabe, mas quando se trata de dinheiro, valores mais altos (ou mais baixos) se levantam. Mesmo que tal não acontecesse, a Economia nunca deixaria de ser uma ciência complexa onde mentes brilhantes discordam em pontos básicos.
Outra perspectiva mais relativista com a qual me tenho deparado é a de que a nossa sociedade sofrido mutações a um ritmo alucinante. Não há muito tempo era tudo a preto e branco, não haviam carros e ninguém sonhava com computadores. O ser humano é avesso à mudança, demora a adaptar-se, e com mais tempo, mantendo o actual paradigma, mais estabilidade virá.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Uma segunda primeira vez

A verdade é que não tenho atravessado um período muito benéfico nos últimos tempos depois de um outro período incrível no qual atingi todos os objectivos a que me propus, e é impossível discernir o agora de uma quebra de parte dos meus relacionamentos interpessoais - é mais difícil do que parece encontrar pessoas que estejam dispostas a aturar-nos quando precisamos - conjugada com o facto de pela primeiríssima vez estar numa situação de indefinição quanto à minha vida. Por outras palavras, dúvidas quanto ao próximo passo a dar. Julgo ser um bom pretexto para praticar uma forma de comunicar à qual não tenho recorrido muito, - aliás, não tenho recorrido a nenhuma - escrever.

Como devem compreender, pelo menos inicialmente, procurar trabalhos ou mestrados não é tarefa que me faça sentir uma pessoa ocupada, (tenho também sugerido a mim mesmo opções diferentes como o TOEFL, aprender ou desenvolver uma língua, mas encontrei em mim razões credíveis para não as levar avante. Para a próxima semana juro que vou tentar afincadamente encontrar um voluntariado) tendo assim perdido algum tempo a visitar blogs. Se a essa actividade juntar a qualidade da escrita de pessoas que me são queridas, posso constatar que escrever bem é uma arte e eu não me vejo, nem de perto nem de longe, a dominar essa arte. Quero com isto dizer que não criei este blog para mostrar o quão bem escrevo (Já chega de rodriguinhos).

Um mundo de razões trouxe-me (e a todos nós) ao dia de hoje, desde a capacidade de adaptação a uma nova realidade onde já não sou um entre duzentos alunos que assiste a uma aula, presta a atenção que quer, e quando sai do Campus escolhe fazer o que bem lhe apetecer. Agora não. Vestir fato e gravata, postura forte e confiante e prontidão para atender clientes e enfrentar situações que nos possam ser inconvenientes. Não lidar diariamente com pessoas da nossa idade com os mesmos problemas, not anymore. Atenção, não me estou a queixar. Toda a gente mais tarde ou mais cedo chega a este ponto e muitas delas, em posições mais delicadas. Estou apenas a caracterizar a transição da menoridade para a responsabilidade, que acaba por exigir sempre de nós. Aproveito então uma passagem da Robin de How I Met Your Mother que num episódio de Dezembro de 2011 disse dar sempre algum conforto sabermos que temos a hipótese de fazer as coisas de maneira diferente, mesmo que não a aproveitemos, referindo-se na altura ao facto de não poder ter filhos. Julgo que se coaduna.
Um pouco de culpa própria também ajuda sempre a explicar as imperfeições nas nossas atitudes, e este é caso gritante no que a isso diz respeito: Com um contrato de trabalho com termo definido e sem possibilidade de renovação imediata, quem é que não começa a procurar uma alternativa antes desse mesmo termo apenas por estar em baixo e não "estar para isso"?
Para terminar, um toque de pieguice, mas não muita. Acho que encarei com demasiada naturalidade o falecimento dos meus avós que vi falecer. Talvez por um apresentar um discurso bastante negativo nos últimos tempos da sua vida apesar de ainda conseguir fazer a sua vida normal, talvez por ter acompanhado o perverso processo de degradação de saúde do outro. Embora desta vez não se trate de uma situação irreversível, pela primeira vez não estou a conseguir superar a perda de uma pessoa tão importante para mim. Parece birra de criança ao lado do que essa mesma pessoa estará a sentir agora, e sei que a minha realidade não é tão dura como esta composição aparenta.


domingo, 8 de janeiro de 2012

Vamos a ver se é para valer

Num passado com curvas sinuosas até então caí um ínfimo número de vezes na tentação de criar um blog, que depois de um ainda mais ínfimo número de publicações pseudo-intelectuais viu o seu cordão umbilical cortado sem misericórdia (mas que dramatismo desnecessário). Vamos ver quanto tempo este bicho dura e se vou tendo regularmente palavras de valor para escrever, não prometo nada. Apenas não quero ser repetitivo ao abordar vezes sem conta os mesmos temas, se tiver que ser será, no entanto se assim for será sinal de que o propósito não foi integralmente cumprido.
Esta nova prática da minha parte não foi previamente divulgada (estive a um passo de convidar meio mundo para brindar ao seu nascimento) nem terá tão pouco o intuito de crescer a nível de leitores, de ser alvo de críticas elogiosas por parte do meu círculo de amigos ou até de através deste espaço surgir alguma surpresa positiva. Esta última é para vocês pensarem. Calma lá, vocês quem?!
Agora questionam-se vocês, e com razão, por que motivo não escrevo ao invés num caderno pautado, se estou a escrever para mim? Vendo as coisas assim parece hipocrisia, e em minha defesa utilizo uma desculpa esfarrapada bem à portuguesa, alegando a crise como justificação.
Recorrendo à famosa expressão popular, já enchi chouriços que cheguem e não quero alongar-me correndo o risco de vos demover da leitura as minhas últimas linhas.