terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Uma segunda primeira vez

A verdade é que não tenho atravessado um período muito benéfico nos últimos tempos depois de um outro período incrível no qual atingi todos os objectivos a que me propus, e é impossível discernir o agora de uma quebra de parte dos meus relacionamentos interpessoais - é mais difícil do que parece encontrar pessoas que estejam dispostas a aturar-nos quando precisamos - conjugada com o facto de pela primeiríssima vez estar numa situação de indefinição quanto à minha vida. Por outras palavras, dúvidas quanto ao próximo passo a dar. Julgo ser um bom pretexto para praticar uma forma de comunicar à qual não tenho recorrido muito, - aliás, não tenho recorrido a nenhuma - escrever.

Como devem compreender, pelo menos inicialmente, procurar trabalhos ou mestrados não é tarefa que me faça sentir uma pessoa ocupada, (tenho também sugerido a mim mesmo opções diferentes como o TOEFL, aprender ou desenvolver uma língua, mas encontrei em mim razões credíveis para não as levar avante. Para a próxima semana juro que vou tentar afincadamente encontrar um voluntariado) tendo assim perdido algum tempo a visitar blogs. Se a essa actividade juntar a qualidade da escrita de pessoas que me são queridas, posso constatar que escrever bem é uma arte e eu não me vejo, nem de perto nem de longe, a dominar essa arte. Quero com isto dizer que não criei este blog para mostrar o quão bem escrevo (Já chega de rodriguinhos).

Um mundo de razões trouxe-me (e a todos nós) ao dia de hoje, desde a capacidade de adaptação a uma nova realidade onde já não sou um entre duzentos alunos que assiste a uma aula, presta a atenção que quer, e quando sai do Campus escolhe fazer o que bem lhe apetecer. Agora não. Vestir fato e gravata, postura forte e confiante e prontidão para atender clientes e enfrentar situações que nos possam ser inconvenientes. Não lidar diariamente com pessoas da nossa idade com os mesmos problemas, not anymore. Atenção, não me estou a queixar. Toda a gente mais tarde ou mais cedo chega a este ponto e muitas delas, em posições mais delicadas. Estou apenas a caracterizar a transição da menoridade para a responsabilidade, que acaba por exigir sempre de nós. Aproveito então uma passagem da Robin de How I Met Your Mother que num episódio de Dezembro de 2011 disse dar sempre algum conforto sabermos que temos a hipótese de fazer as coisas de maneira diferente, mesmo que não a aproveitemos, referindo-se na altura ao facto de não poder ter filhos. Julgo que se coaduna.
Um pouco de culpa própria também ajuda sempre a explicar as imperfeições nas nossas atitudes, e este é caso gritante no que a isso diz respeito: Com um contrato de trabalho com termo definido e sem possibilidade de renovação imediata, quem é que não começa a procurar uma alternativa antes desse mesmo termo apenas por estar em baixo e não "estar para isso"?
Para terminar, um toque de pieguice, mas não muita. Acho que encarei com demasiada naturalidade o falecimento dos meus avós que vi falecer. Talvez por um apresentar um discurso bastante negativo nos últimos tempos da sua vida apesar de ainda conseguir fazer a sua vida normal, talvez por ter acompanhado o perverso processo de degradação de saúde do outro. Embora desta vez não se trate de uma situação irreversível, pela primeira vez não estou a conseguir superar a perda de uma pessoa tão importante para mim. Parece birra de criança ao lado do que essa mesma pessoa estará a sentir agora, e sei que a minha realidade não é tão dura como esta composição aparenta.


2 comentários:

  1. gotta show some love for HIMYM XD
    Anyway, the reality is that...bad things are gonna happen regardless how prepared we think we are...it's juz important to know who you are, wt u believe in, and adjust yrself regarding the world without compromising yrself
    Take care bro

    ResponderExcluir
  2. ahaha, I could quote their speeches the whole day!
    The hardest part is that everything is new right now, I'm not together with my friends or at least with people with the same age daily, weekly or even monthly, so that I can have a more pleasant life. There are phases or people on your life that can't be replaced and sometimes it's not only about the context.
    Anyway, better days will come and it doesn't help at all to be negative!
    Cheers bro

    ResponderExcluir