Cada vez mais me convenço que o renascimento Português não passa de uma miragem. Que futuro pode um jovem esperar por estes dias, tanto a curto como a longo prazo? A não ser que seja um crónico herdeiro de uma qualquer cadeira de ouro, obviamente. Ou a um estudante de topo, que para além das suas capacidades intrínsecas, sabe o que quer e faz por isso. Tive a possibilidade de conviver com uns quantos deste último grupo restrito e sei dos caminhos que estão a seguir, o que me faz não ser idiota ao ponto de afirmar que as dificuldades são para todos.
É certo e sabido que a Licenciatura já não vale o que valia, mas o Mestrado não é garantia de reconhecimento.
O inegável é que não nos podemos conformar, mas não é fácil. Quem disse que a vida era difícil tinha razão. Atinge-nos a partir dos mais variados contextos e o grande desafio não é lutar pelo que queremos, é continuar a arranjar um pedacinho que seja de vontade para lutar e acreditar. Mas a vontade, ou falta dela, é a desculpa dos fracos, upssssssssss.
Como se isso não bastasse, o iminente colapso financeiro da Segurança Social é um problema de ontem. Anda uma pessoa a descontar durante a vida activa, se conseguir, e quando olha para lá do horizonte não tem garantias. Se não há dinheiro para atribuir subsídios a pessoas em situação de grave carência, há dinheiro para quê?
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