Noutras, como a nossa, impomos demasiadas barreiras a nós mesmos com receio de confrontar o outro com a resposta que não quer ouvir e sermos olhados com ar inquisidor, ou por denotarmos falta de confiança nos argumentos sustentadores desse "Não".
Por outro lado, é usada demasiadas vezes por não termos coragem para dizer que sim, para arriscar e ir em frente.
O "Não" é o melhor amigo do eufemismo. Quando queremos ser comedidos e não parecermos lunáticos sensacionalistas dizemos "a saúde de Portugal não anda muito famosa" em vez de proferir um "Portugal está à beira do abismo".
Torna-se essencial quando se tem uma criança metida ao barulho, não queremos que no futuro a pequena se torne numa mimada insuportável, o que aconteceria se por preguiça não disséssemos "não".
E depois há alturas em que tem que se aproveitar as escassas oportunidades que podem surgir, mas eu vou dizer não porque temos que tentar ir sempre além.
Nenhum comentário:
Postar um comentário